terça-feira, 30 de novembro de 2010

Doce Loucura

Capitulo I

Era uma noite fria de inverno,estava em meu quarto penteando meus cabelos quando de repente ouvi um estrondo no meu quintal.
Perguntei-me a mim mesma o que seria aquele barulho estranho que acabara de ouvir e fui até ao quintal.Era estranho, não havia lá nada que demonstra-se alguma irregularidade. Foi assim que de repente olhei para a janela do lado e lá estava ele Erick Mark, sem camisa apenas com as calças de treino postas.
Mais como o frio era de rachar tive de voltar a entrar e continuei olhando para ele do meu alpendre...

Na manhã seguinte sai para comprar algumas coisas que estavam a faltar em casa.
No caminho para o super mercado, encontrei Ana que estava grávida de já sete meses e desde que engravidara não podia sair de casa até então.
- Como estás Ana?- perguntei olhando para sua barriga.
- Vou sobrevivendo cada dia.
Ana estava esperando um rapaz, mais seu marido era contra aquela criança que crescia dentro dela, ele nunca quisera ter filho e Ana sofria calada até descobrir que estava grávida e ter decido deixar-lhe.
- Ontem fui ao médico e ele disse que estava tudo bem com o bebé, que devia continuar com o repouso absoluto.
- E porquê estás aqui na  rua por essas horas, não devias estar na cama?
Ela olhou para mim com ar de quem estava muito triste, e ela estava. Amava demais um homem que quando soube que estava grávida abandonara ele e o bebé sem ter onde morar nem onde vestir ou o que comer...
- Faltam-me  algumas coisas em casa e só ontem consegui o dinheiro para as coisas do bebé.
-Queres companhia para as compras?
Ao ouvir isso alegrou-se e fomos juntas para o super mercado.
encontramos tudo o que podíamos levar para o bebé e até o que ele não precisaria. Sentamos-nos na cafetaria e conversamos um pouco sobre a nossa vida, a nossa infância e sobre o nome do bebé.
- Ana! eu deixo-te em casa. Não voltas com essas sacolas todas a pé.
- Está bem. Eu vou contigo.
Deixei Ana em casa e enquanto fazia tempo para o trabalho, ajudei-lhe a arrumar as coisas do bebé e montar o que dava.
Depois do trabalho foi para casa e lá estava o carro dele em frente a entrada da sua casa.
Tive vontade de ir até lá, mais era impossível. Foi então que tive a excelente ideia de partir o ralo do lava-louça e pedir ajuda para ele.
Bati a porta duas vezes mais ele não atendia. voltei a bater e desta vez ele apareceu todo molhado e de tolha.
Não conseguia sentir as minhas pernas, parecia que tudo em mim estava fora de mim. tive de me concentrar para poder falar com ele.
- Oi...- ele disse com uma voz meiga, mais parecia estar chateado.
- Desculpa interromper o seu banho mais...mais...É que o meu ralo esta partido e a minha cozinha está a inundar por todos os lados. Preciso de ajuda...
Ele olhou para mim como se soubesse que aquilo tinha acontecido de propósito. Então ganhando fôlego disse:
- Deixa-me por umas calças  que eu vou já para ai.
Não demorou muito tempo e lá estava ele. Ao entrar pela porta deixava em minha sala o seu perfume que me deixava louca e excitada naquele momento.
- Onde é o problema?- perguntou ele com ar de desconfiado.
- É na cozinha.
Erick olhava para mim como se seguisse os meus movimentos. Ao chegamos a cozinha ele olhou para os lado e viu que tudo estava encharcado.
Erick tirou a t-shirt. E eu me perguntava se não estava tanto frio para ele estar sem camisa.
Ele tinha o peito todo desenhado parecia um tanque de lavar a roupa.
- Segure nisto aqui para mim, por favor.
Tendo nas mãos a sua camisa encostei-a ao meu nariz para poder sentir o seu cheiro sem que ele me visse.
Perguntava-me a mim mesma porque me sentia tão atraída por ele se nunca nem sequer olhamos um para a cara do outro.
Mais cada movimento dele despertava-me ainda mais e não conseguia mais resistir.
Ao tentar passar para o outro lado da cozinha tropecei e cai em seu braços.Eu queria o assim como ele me queria a mim, mais não era capaz de admiti-lo.
- Acho que já acabei...- Ele olhou para mim e ajudou-me a levantar.
- Mui...muito obrigado.- Agradeci-lhe sem olhar para os olhos dele.
- Qualquer coisa é só chamar.
Podes ter a certeza que eu chamo.

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